Reaproventamento da água da chuva

chuva

Morrer de sede em frente ao mar é uma grande ironia contida no lirismo dos poetas, mas que pode se transformar em poesia concreta caso o desperdício de água potável não seja contido. A preocupação com o uso sustentável da água cresce devido à alta demanda e ao mal uso de um bem finito cuja falta afeta, diretamente, a vida no planeta. Uma alternativa para o uso racional dos recursos hídricos pode estar no reaproveitamento da água da chuva para fins não potáveis.

A utilização das águas pluviais como instrumento de gestão do uso da água não é uma prática nova. Adotada em muitos paises tem na Austrália e na Alemanha seus principais usuários. Aqui no Brasil a preocupação já levou algumas cidades como Curitiba e São Paulo a transformar em lei a captação das águas pluvias.

A opção pelo reaproveitamento da água da chuva gera benefícios ecológicos, ao preservar as fontes e o solo; econômicos, diminuindo o custo do uso do fornecimento da rede pública; evita o desperdício de água potável onde ela não é necessária; ajuda a minimizar enchentes contribuindo para o escoamento e drenagem das águas e seu uso pode ser direcionado para vários setores.

A reutilização da água da chuva pode ser aplicada para fins agrícolas na irrigação de culturas não alimentícias; industriais, produzindo água para caldeiras ou sistemas de resfriamento; urbano, na irrigação de quadras esportivas, alimentação de chafarizes e fontes luminosas, construção civil, entre outros. E domésticos, na irrigação de jardins, na descarga de vasos sanitários, lavagem de pisos e veículos.

A instalação do sistema não é complicada. Os equipamentos principais são: calhas para a captação, filtro, cisterna ou tanque para armazenamento e bomba para distribuição. Mas antes será preciso fazer uma análise dos índices pluviométricos da região, da capacidade do telhado, da demanda e do tamanho ideal da cisterna para que o sistema seja dimensionado corretamente.

Depois de tudo pronto é necessário identificar os pontos de consumo e tubulações para que não sejam confundidos com os de água potável. E seja qual for a destinação dada a água ela não deve apresentar mal cheiro, ser abrasiva, manchar superfícies, deteriorar metais e máquinas, ser turva ou conter sais e apresentar substâncias após a secagem. A estocagem deve ser feita fora da incidência da luz para manter a água fresca e livre de bactérias e os reservatórios, sejam subterrâneos ou não, devem ser limpos uma vez por ano.

Ser verde não é muito complicado. Quando for fazer a próxima reforma ou construção pense ecológicamente. Aproveite para incluir este e outros conceitos e transforme sua casa em uma casa verde. Mas não esqueça de checar antes a viabilidade do projeto dentro do espaço disponível e a eficácia do sistema para as suas necessidades.

Para saber mais:

http://www.acquasave.com.br/esquema.html

http://www.aquastock.com.br/produtos.htm

http://www.idhea.com.br/agua.asp

Extraido do Blog do Pólino: http://poloservicos.wordpress.com/

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